quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vicio X Virtude

Vicio para Aristóteles tem relação com o excesso e a carência. Ele afirma que uma pessoa viciosa deliberadamente tendo em vista um fim errado. Deixando se exceder nas paixões como nas ações.

Enquanto a Virtude ele diz ligada aquela pessoa que tende ao um fim bom, e irá atingi-la da melhor forma, mediante o propósito que se tem.

Pode-se dizer que a virtude está relacionada a hábitos que se pendem para a prática do bem. Isto é direciona o homem a seguir o caminho e a prática do bem.


"Na visão de Aristóteles, enquanto a virtude intelectual vem, via de regra, pelo aprendizado, requerendo, desta forma, tempo para desenvolver-se, a virtude moral é adquirida pelo hábito. O saber pouco ou nada conta na aquisição da virtude. É necessário a ação, o hábito, e o saber é adquirido por aprendizado, sendo compatível, portanto com a virtude intelectual. A prática desses atos deve nos indicar o caminho da moderação. Excesso ou falta, devem ser evitados. Segundo Aristóteles a ação virtuosa deve ser voluntária e não contemplar hesitação. O virtuoso não possui qualquer conflito moral. Tanto quer fazer o bem quanto o faz e a vida feliz é a vivida segundo a virtude. Uma conduta ou sentimento tido de forma deficiente ou excessiva torna-se um vício".




Homem Virtuoso X Homem Mal

Homem Virtuoso é aquele que tende ao fim bom, e para chegar a esse fim utilizará de meios deliberados. Assim para o homem virtuoso os fins não justificariam os meios, uma vez que sua "ação merece louvor quando o raciocínio prático for verdadeiros e o desejo for correto".

A virtude moral é perfeita quando o ser humano satisfaz seus desejos a partir do uso de suas razões, havendo diferenças no mode de agir e em suas disposições. Essa virtude própria, aperfeiçoada pela apreensão da razão, somente se dá quando a parte irracional for determinada pela razão, mudando o simples desejo em um desejo racional.



Para Aristóteles o Homem Mal é aquele que não alcançou a maturidade ética, permanecendo na condição de Analfabeto da Moral. Dentro desta perspectiva o filósofo define cinco tipos de pessoas que se encontram com esse perfil, ou seja, não conseguiram atingir a maturidade ética.

 kakos é o homem vicioso e satisfeito consigo mesmo. É o literalmente vicioso, uma pessoa que adquiriu o habito do vício agindo com excesso ou falta as respeito dos prazeres e das paixões.

Akilastos é o homem que visa o prazer, impulsionado pelo desejo do agradável e não se arrepende;

Malakos é o homem que procura fugir da dor a todo custo;

Theriotes este tipo de homem representa o oposto do ente divido, é considerado um animal mesmo com aparência humana, pois trata-se de um desequilíbrio fora dos padrões humanos. Esse homem se assemelha a uma besta, uma monstruosidade no vicio, um verdadeiro louco;


Akrates é a pessoa que está dividida entre a razão e a paixão, contudo é incapaz de controlar, através da razão essa paixão. Esse paradoxo faz com que o homem acrático cometa o mal, mesmo sabendo que é mal e tem plena consciência do que seria o comportamento ético e moral.



Kakos: o Vicioso Satisfeito

É vicioso propriamente dito, o caso tradicional do homem vicioso. Ele age por excesso ou por carências seus desejos e suas paixões. Ele pratica seus vícios por habito e o faz consciente, ou seja, prefere o mal ou bem.

Sendo assim o Kakos delibera corretamente, mas tendo em vista um fim ruim / errado. Seus fins podem até parecer bons, mas são verdadeiramente ruins e moralmente reprováveis.

Um ponto importante é o fato de que o Kakos acredita está fazendo o bem, por que por hábito, sempre fez o mal achando ser o bem. Ou seja, ele aprendeu errado ou nem aprendeu. Sendo assim, ele confunde o bem com o mal, mas não consegue distinguir e deliberar sobre esse paradoxo.